Design para a saúde

Já falamos por aqui que esse é o ano em que você vai desejar ter a natureza por perto. O verde transforma a casa em um oásis em meio ao caos que vivemos na rua, durante o dia todo. E esse alívio é cada vez mais necessário. Nos últimos tempos, designers têm incluído vegetação em seus desenhos de móveis e objetos, em uma tentativa interessante de trazer as plantas para dentro de casa. Mas o mais bacana está por vir.

Por Carol

Babylone

Ter plantas por perto é ótimo e você já sabe: o refresco visual é impressionante, e dá até pra sentir o clima mais ameno, mesmo. No entanto, estudos recentes comprovaram que estar diariamente em contato com vegetação tem benefícios relevantes para estimular o bom humor e aliviar o estresse. Na Universidade de Exeter Medical School, no Reino Unido, pesquisadores concluíram que pessoas que passaram a viver em áreas mais arborizadas tiveram uma melhora imediata na saúde mental. Esse efeito se manteve por pelo menos três anos depois que essas pessoas mudaram de endereço. O contato com a natureza estimula também, de acordo com o estudo, a praticar esportes, como corrida – veja só!

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Ou seja, se você quer aquela forcinha para ter hábitos mais saudáveis neste ano, comece incluindo plantas em casa. Se a ideia unir design e natureza, melhor ainda.

oxygen table, da Taporo

Fotos: divulgação. 1 – The Green head. 2 – Babylone, do Greenworks. 3 – Cisca Urban Seat, de Juan Martino. 4 – Oxygen Table, do Taporo

Atenção! Algumas das imagens utilizadas são de divulgação. Se você é autor de uma ou mais delas, e não foi devidamente citado, entre em contato conosco aqui.

Nos trinques!

Em uma vida adulta e independente, manter a casa organizada pode significar bem mais do que um simples ato de manutenção de aparências. De fato, a organização doméstica pode ser uma condição desejável para uma melhor qualidade de vida. O que quero dizer é que fica muito difícil conciliar as várias obrigações da adultez: estudos, trabalho, vida doméstica, social, afetiva, etc., vivendo em meio à bagunça.  

Por Angelita

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Estudos no campo da neuropsicologia demonstram que ambientes sujos e desorganizados tendem a contribuir para que as pessoas se sintam mais estressadas, ansiosas, irritadas, frustradas, deprimidas e com um maior nível de confusão mental. Tanto é que a desorganização crônica e o desleixo geralmente estão associados a quadros depressivos e/ou com altos níveis de ansiedade. De certa forma, o excesso de bagunça externa quase sempre revela uma dificuldade da pessoa para elaborar e administrar os conflitos emocionais gerados pelas desordens internas. Quanto mais uma pessoa estiver desorganizada internamente, mais dificuldade ela terá para lidar com os desafios de vida como mudanças, frustrações, perdas, etc. Nesse sentido, podemos ver a bagunça extrema como um pedido de ajuda. É como se a pessoa dissesse: não consigo ordenar todos os elementos da vida sozinha, eles me confundem, me oprimem, ocupando todos os espaços que tenho. Pois não é essa a sensação que temos quando entramos em um ambiente totalmente bagunçado, a de que não há espaço para nos movermos?

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Colocar ordem na casa, então, não apenas contribui para um condução mais eficaz das tarefas de rotina. Uma casa arrumada e limpa nos ajuda a ter a sensação de que temos algum controle sobre os eventos cotidianos. Favorece o sentimento de que somos capazes de administrar o tempo e a energia de que dispomos para colocar a vida em movimento. Uma casa ordenada promove condições para que aquietemos a mente, o que contribui para diminuir o estresse diário.  A busca da organização perfeita em uma casa, contudo,  não é nem natural e nem desejável, ela demonstra rigidez excessiva. Algum nível de desordem pode favorecer a criatividade, a flexibilidade e a adaptabilidade. Afinal, habitar uma casa plenamente é usufruí-la, e isso sempre vai bagunçar as coisas… Nem que seja um pouquinho!

Foto 1: Remodelista 

Foto 2: Pure Home 

Foto 3: ohdeedoh 

 

 

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Qual é o fluxo da sua casa?

Na arquitetura oriental sempre houve grande interesse em entender as energias da casa. Em um passado distante, surgiram dois interessantes movimentos, o Feng Shui (na China) e o Vasthu (na Índia), que, com base na observação e nas vivências, levantaram questionamentos importantes para o lar. Não estamos aqui levantando a bandeira por essas duas correntes de pensamento. Mesmo que até hoje elas não sejam reconhecidas oficialmente pela ciência, a arquitetura ocidental tem se rendido cada vez mais a alguns dos preceitos que elas pregam. A nós, interessam as lições relevantes que podem ajudar a tornar nossa casa mais aconchegante.

Por Carol

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Uma dessas lições é sobre o fluxo da casa. Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas vá até a sala e repare bem, de um ângulo geral: qual o caminho das pessoas que entram pela porta? É bem rápido, até acessar a área íntima? É atravancado, cheio de obstáculos? Se você disse sim a alguma das alternativas, leia esse texto até o fim. É que os orientais pregam que dessas duas formas, a casa se torna desinteressante, fria, sem vida, sem energia. O caminho sinuoso, em que os móveis pontuam o ambiente sugerindo um caminho sinuoso, é capaz de transformá-la em um espaço desejável, interessante, cheio de magnetismo. Segundo os orientais, esse fluxo faz com que as pessoas que visitam o lugar se sintam mais bem acolhidas ali.

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O designer de interiores Maxwell Ryan, criador da Terapia do apartamento (técnica que virou até livro), diz que um erro comum é que as pessoas encostam todos os móveis em uma parede só, principalmente quando o ambiente é retangular. Com isso, um dos lados fica vazio, sem atração alguma – torna-se apenas uma passagem sem vida. A boa notícia é que você pode mudar isso quando quiser. Tire um dia desses (dia, não noite!) e arraste daqui e dali, até ficar bom. Um exercício prático, barato, e que vai deixar o lar muito mais acolhedor, como a sala da primeira casa do Maxwell, acima, em dois ângulos diferentes. Crie sua disposição de móveis, sem regras. Use apoios laterais à vontade, com cuidado para não impedir a passagem. Torne o caminho mais bacana.

Foto 1: Wall Decor

Fotos 2 e 3: Projetos de Maxwell Ryan/ Divulgação

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Inspire… Respire!

Quanta diferença pode fazer um bom cheiro! O das ervas e o das flores in natura sempre me parecem os mais agradáveis. Há inúmeras formas de se perfumar o ambiente doméstico, um hábito que ajuda a criar uma identidade para a casa, especialmente se os odores escolhidos combinam com a personalidade de seus habitantes. Além disso, o cheiro de ervas frescas é muito bom para renovar o ar que respiramos todos os dias, especialmente se a opção é por odores naturais.

Por Angelita

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Os aromas artificiais, industrializados, podem nos parecer bem práticos, é fato, mas também podem conter ingredientes que com o uso contínuo mais poluem a atmosfera doméstica com substâncias tóxicas do que contribuem para o bem-estar. Então, se você como eu aprecia aromatizar a casa, há recursos bem mais simples. Ramos de ervas estrategicamente posicionados em alguns lugares da casa funcionam muito bem. O eucalipto, por exemplo, cumpre seu papel amarradinho em um feixe junto ao chuveiro. Quando a água do banho escorre por entre as folhas o aroma invade todo o banheiro, criando uma revigorante sensação de limpeza e frescor. E, depois do banho, o cheirinho de eucalipto continua perfumando a casa.

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Na cozinha vale pendurar ramos de alecrim, sálvia, tomilho, louro, etc., próximos à janela, onde são inundados pelo sol e pelo vento. Além de deixarem a cozinha com um cheirinho bom de mato, as ervas vão sendo desidratadas e podem ser usadas como tempero no longo do tempo. A lavanda, por sua vez, pode ser utilizada em qualquer ambiente em pequenos buquês. O aroma relaxante da lavanda, dizem os aromateurapeutas, ajuda a aliviar as tensões e o estresse.

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Seja como for, independentemente de propriedades terapêuticas comprovadas ou não, o aroma das ervas ajuda a tornar os ambientes mais agradáveis… O que, convenhamos, já é meio caminho andado para nos sentirmos reenergizados e com mais fôlego para o dia a dia!

 

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E Faça-se a luz!

As pessoas que habitam uma construção, seja ela pública ou privada, precisam realizar as tarefas diárias que constituem a própria vida. Nesse sentido, a construção pode contribuir para que isso se realize da melhor forma, mantendo as pessoas confortáveis, saudáveis e seguras. Uma das coisas que ajuda a criar conforto, saúde e segurança em uma casa é a luminosidade.

Por Angelita

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O nível adequado de luz em cada ambiente ​​depende muito do tipo de atividade ao qual ele se destina, assim como de uma distribuição da luz condizente com as dimensões do espaço e das cores das paredes e mobília. Além disso, um bom conforto visual requer o máximo de luz natural possível. Algumas das estratégias de iluminação que aproveitam a luz natural são a existência de clarabóias, de portas de vidro e de amplas janelas. Quando a adoção desses recursos não é possível pode se recorrer a cortinas feitas com materiais mais leves e translúcidos, por exemplo.

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Quanto às luzes artificiais, um bom projeto de iluminação pode fazer toda a diferença, mas mecanismos de controle de intensidade da luz ajudam bastante. Arandelas, abajures e diversos tipos de luminárias podem permitir a criação das mais variadas sensações luminosas. No mais, é sempre bom pensar na iluminação do ambiente a partir de três focos:  uma luz geral, que é a superior vinda do teto; um luz segmentada, que é a voltada para tarefas específicas como ler, trabalhar no computador, cozinhar, etc.; e uma luz de foco, que destaque detalhes arquitetônicos e decorativos.

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O fato é que uma boa iluminação ajuda a criar um ambiente mais feliz e produtivo. Um espaço adequadamente iluminado oferece aos habitantes bons pontos de vista sobre o espaço. Isso dá às pessoas uma sensação de controle sobre o ambiente, proporcionando maior segurança e, consequentemente, mais conforto. Juntos, esses benefícios contribuem para a diminuição do estresse diário, logo, ganha-se em saúde e em bem-estar.

 

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Higiene Matinal

Há um ritual de purificação da casa que é muito simples: Criar o hábito de todos os dias, ao acordar pela manhã, abrir janelas e cortinas. Isso contribui para que os ritmos biológicos do corpo sincronizem adequadamente com os do ambiente natural.

Por Angelita

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E que diferença isso faz? Muita! Quando o organismo está adequadamente sincronizado com o ciclo claro-escuro, que caracteriza a alternância dia-noite, o sistema endócrino funciona melhor. O bom funcionamento do sistema endócrino ajuda na regulação da produção hormonal. O que, por sua vez, influencia na variação do humor diário, na qualidade do sono e na queima de calorias.

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Quando janelas e cortinas são abertas pela manhã, o ar e a luz que adentram a casa sinalizam para o cérebro que o tempo de descanso é findo e que se iniciam as horas de atividade. O corpo se revigora pela carga extra de oxigênio inalado e os músculos são estimulados para a jornada diária. No longo do tempo, essa sincronização se faz perceptível em um estado mental mais desperto e alerta para encarar o dia. Tendemos a nos sentir mais dispostos e com melhor humor, o que torna mais fácil lidar com os pequenos e grandes desafios cotidianos.

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O ar e a luz da manhã circulando pelo ambiente renovam a atmosfera doméstica. Eles revigoram a funcionalidade fisiológica do corpo… Mas não apenas isso! Eles iluminam e revolvem os cantos, ajudam a casa e seus moradores a higienizarem os pensamentos e os sentimentos que neles habitam!

 

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