A vida em cores

Todos nós temos consciência de que a cor é um componente essencial de como vemos o mundo a nossa volta. Ainda que não fiquemos ocupando nossos pensamentos sobre os efeitos disso no dia a dia, o fato é que as cores exercem influência sobre nossos humores e emoções. Pois é! Pode ser que o tom das paredes em sua cozinha esteja contribuindo para que você se sinta relaxado ou para aumentar consideravelmente sua disposição para comer! Isso não acontece exatamente porque estamos programados geneticamente para que todos os seres humanos sintam-se de uma determinada forma diante de uma cor, mas basicamente porque a maneira como interpretamos uma cor é fundamentada em regras culturais ou em experiências pessoais.

Por Angelita

9579a1079908c502d5c906f3de7d9ea4

Sendo assim, seus pensamentos sobre uma cor influenciam sua resposta emocional a ela. Em função disso, as cores trazem de volta memórias pessoais e os sentimentos que nós associamos com ela. Algumas dessas memórias são em grande parte inconscientes, o que pode ajudar a explicar porquê tantas vezes nos sentimos bem (ou não) em um ambiente sem conseguir dizer exatamente a razão pelo sentimento. Apesar do aspecto pessoal e cultural, as pesquisas em torno da Psicologia das Cores têm revelado alguns padrões básicos de reação às cores que a maioria dos seres humanos estudados compartilham. Em geral, esses padrões foram desenvolvidos no longo da evolução da nossa espécie. Por exemplo: tons claros e vibrantes de azul são maioritariamente percebidos como agradáveis, muito provavelmente porque no decorrer da história humana um céu claro quase sempre significou ausência de tempestades e águas limpas, ou seja, mais chances de sobrevivência. O bom de haver quem estude os efeitos das cores sobre as emoções é que você pode usar esse conhecimento para tornar sua casa estética e emocionalmente funcional.

rustic-couch-mustard-yellow-living-room-decor

1. Cores brilhantes como tons intensos e luminosos de verde e azul, amarelo e laranja proporcionam uma sensação de expansão. Favorecem as emoções de alegria e entusiasmo, incentivando a comunicação e a interação social. Logo, são cores especialmente bem-vindas em ambientes sociais como sala de jantar, estar e cozinha.

bfaba9360ddea7c62fc359453b0cb06f

2. Cores escuras e profundas como tons de vinho, roxo, azul índigo e verde floresta podem ter um efeito restritivo, mais reservado e até mesmo sombrio. Quando aplicadas adequadamente ou como elementos de destaque, contudo, elas podem ajudar a transmitir a sensação de conforto, privacidade e segurança em quartos, salas íntimas e corredores.

041c6cf746291cf974083e22c0120db7

3. Cores quentes como os tons mais fechados de laranja e amarelo e os mais vibrantes de vermelho costumam elevar a temperatura percebida em um ambiente. Se você quer usar uma dessas cores nas paredes, a indicação é que elas sejam adotadas em ambientes sombreados, que recebem pouca incidência solar, ou em casas situadas em regiões de clima mais ameno. Como essas cores inspiram atividade elas são bem-vindas em áreas de trabalho, mas deve-se evitá-las em ambientes pensados para o relaxamento e em quartos de crianças.

transitional-eclectic-open-home-office-500

4. Cores frias como lilases, cinzas, azuis e verdes claros têm um efeito calmante. São tons que cabem mais adequadamente em quartos, banheiros, espaços para leitura ou de trabalho que exijam concentração. Se o nível de estresse e de ansiedade dos moradores da casa costuma ser alto essas cores podem ser utilizadas em outras áreas também.

56718ff8a33947fd9a7d020534bf385e

5. Cores neutras como beges suaves, brancos e cinzas claros, assim como algumas ácidas como amarelo limão e verde cana, ajudam a transmitir uma sensação de limpeza e frescor. Costumam funcionar muito bem em áreas que associamos à necessidade de higiene como cozinhas, banheiros e áreas de serviço. E para quem, de forma geral, gosta de ambientes limpos elas podem ser uma boa pedida em qualquer espaço doméstico.

df0f9433a54d8b0b6ce3003e1f64a603

O mais importante, porém, quando falamos do uso das cores em casa é sempre lembrar que ainda que os seres humanos respondam às cores de forma semelhante, os efeitos psicológicos de uma determinada cor não serão necessariamente os mesmos para todo mundo. Duas pessoas não vêm uma mesma cor exatamente da mesma maneira, além de sutis diferenças fisiológicas existentes entre cada ser humano, nossa história de vida e a cultura na qual crescemos também influenciam a forma como avaliamos uma cor. Mas você pode tirar proveito disso! Como parte da interpretação que fazemos de uma cor tem a ver com nossas memórias pessoais, você pode buscar nas suas lembranças os ambientes nos quais se sentiu feliz durante a vida. Utilizar as cores desses ambientes na sua casa atual pode ajudar a criar bem-estar e felicidade no seu dia a dia hoje. Afinal, a casa é sua!

Foto 1: Buzz Feed

Foto 2: Better Homes and Gardens

Foto 3: Vspass

Foto 4: Pinterest

Foto 5: Beyond The Green Doors Design

Foto 6: Home Portfolio

Foto 7: Facilisimo

Foto 8: Project Nursery

Algumas das imagens utilizadas são de divulgação. Se você é autor de uma ou mais delas, e não foi devidamente citado, entre em contato conosco aqui.

Expectativa x realidade: o banheiro-spa

Uma das tendências previstas para este ano (saiu na revista Casa e Jardim de janeiro de 2016) é o banheiro-spa. Na verdade, esse é um desejo que vem crescendo há algum tempo: ter tempo pra você e só você, reservar alguns minutos do dia para cuidar do seu bem-estar. O banho é um momento perfeito pra isso. O problema é que os banheiros da vida real nem sempre são os daquele cenário que você imagina quando falamos de banheiro-spa…

Por Carol

banheiro spa 3 blog lovin

Eu sei, na vida real não tem banheira. Ou melhor, conheço muita gente que tem e não usa. Usou duas vezes e fim. A boa notícia é que mesmo sem banheira o banho pode ser lindo e mágico. Algumas mudanças pequenas bastam para deixar o nosso banheiro vida-real-dia-a-dia mais revigorante na prática. A primeira delas é: organize a bancada. Se você gosta de baguncinhas por lá, junte tudo em uma bandeja bonita e pare de espalhar os itens.

banheiro spa 1

Outra coisa que observo ao longo dos anos é: um banco (de plástico ou de alumínio) na área do chuveiro é luxo. Delícia tomar banho sentado, de vez em quando, ou ter mais espaço para apoiar, se houver metro quadrado pra isso aí na sua casa. A meia-luz é outra aliada de um banho relax. E, se for acender uma vela, proteja-a bem e prefira aroma de baunilha, que traz, segundo uma pesquisa, sensações de satisfação e felicidade.

banheiro spa 2.jpg

Se quiser uma plantinha no banheiro, minhas sugestões são o lírio da paz (na foto acima tem um à esquerda!), a lança de São Jorge ou a espada de São Jorge. São três ótimas espécies que não vão te dar trabalho, não pedem muito sol e resistem bem à umidade do banheiro.

banheiro spa 4 french fancy

Caso seu banheiro seja pequeno, disponha espelhos em alguns dos cantos, para refletir luminosidade. Assim, não vai ter a sensação de que está em um lugar apertado. Minha dica é optar pelos adesivos, superpráticos – já vi de vários formatos e tamanhos, tenho no lavabo, são ótimos. No mais, mantenha toalhas felpudas, esfoliante, sabonetes especiais, tudo bem pertinho. Vale um som, sempre, pra esquecer da vida, nem que seja por meia hora.

Imagem 1: Feedly.com

Imagem 2: Designsponge

Imagem 3: French Fancy

Imagens 4 e 5: Bloglovin’

Algumas das imagens utilizadas são de divulgação. Se você é autor de uma ou mais delas, e não foi devidamente citado, entre em contato conosco aqui.

A casa circular do futuro

Uma casa circular, cheia de transparências e sem portas. Está aí a proposta do alemão Sebastian Herkner para a edição 2016 da expo Das Haus, dentro da feira Imm Cologne, realizada na última semana, na Alemanha. O segmento foi criado em 2012, e desde então traz ideias questionadoras (e incríveis) para os interiores das casas. É claro, trata-se de uma casa conceitual. Mas a questão é que sempre nos faz pensar. Ainda bem.

Por Carol

das haus 2016 1.jpg

Neste ano, o convidado, Herkner, pensou em uma casa dividida em camadas que se revelam aos poucos, por cortinas ou vidros. No centro de tudo está o living, alguns níveis abaixo dos outros ambientes. E isso tem muito a ver com Hestia, aliás: a casa tem um coração, uma fogueira no centro que atrai os moradores a contarem suas histórias, alegrias e tristezas. O designer foi fundo e resgatou esse momento.

das haus 2016 2.jpg

Acima, outro espaço de estar. Não há quinas, não há divisões ou espaços delimitados. Os ambientes dialogam entre si, atraem para momentos com fluidez. “Pensei sobre liberdade, pensei no abstrato. A transparência da Das Haus é uma expressão da necessidade de encarar as mudanças com mais abertura”, diz Herkner.

das haus 2016 3.jpg

Neste ângulo, o que se pode chamar de cozinha futurista.

das haus 2016 5

Próximo à cozinha, outra visão da sala. Esqueça a TV, os gadgets, esqueça as divisões comuns. Este é um living feito para conversar, descansar, relaxar e viver mais. Afinal, por que mesmo precisamos passar nossa curta vida em lugares apertados, nivelados e quadrados?

das haus 2016 8

A sala de jantar vem em seguida. Novas disposições, novos jeitos de morar.

das haus 2016 6

E então, o quarto. Uma cortina fina, mas translúcida e cheia de camadas, dá privacidade ao lugar. Luzes em níveis diferentes, em intensidades variáveis, dão o clima que o humor pedir.

das haus 2016 7

Ali ao lado, a sala de banho. Uma imensa estrutura metálica vazada torna tudo mais privativo – mas não, o banho aqui não é algo hermético, vergonhoso. Aqui ninguém precisa trancar a porta. Na filosofia de Herkner, a casa tem sensualidade, magnetismo, leveza e beleza, respeito verdadeiro aos sentidos. São conceitos que nos encantam cada vez mais, dão importância à nossa evolução humana – e estão muito presentes nas obras do designer. Curioso é que tudo isso é tão simples, mas bem diferente dos ângulos em que vivemos atualmente… não?

Imagens: Frameweb

Algumas das imagens utilizadas são de divulgação. Se você é autor de uma ou mais delas, e não foi devidamente citado, entre em contato conosco aqui.

Um lugar para chamar de seu…

Quando pensamos em bem-estar físico e emocional no espaço doméstico é inevitável que pensemos em conforto, privacidade, segurança e prazer estético. A casa é, com certeza, o lugar no qual podemos vivenciar nossa singularidade da forma mais autêntica possível. Sem nos exigir o cumprimento de normas e regras sociais pré-definidas por terceiros – como ocorre no trabalho, na escola e em todos os espaços públicos – a casa nos oferece um território particular, onde o nosso desejo reina. Mesmo quando compartilhamos a moradia com outras pessoas, familiares ou não, há na casa uma fronteira muito clara entre o meu espaço e o do outro, e essa fronteira é o quarto. O quarto é, por excelência, o território privado no qual é possível levar às últimas consequências nossa visão particular do mundo, nossa individualidade.

Por Angelita 

eb80ba820adfeed018d7b87c9fd0557b

Ser um indivíduo, distinto do grupo, é poder expressar o que pensamos e sentimos intimamente. No quarto, na proteção da alcova, é possível construir esse nicho espacial no qual nos reconhecemos e a nossos desejos sem nos preocuparmos com os julgamentos alheios. Em função disso, o quarto também é nossa fonte “geográfica” de energia, o lugar no qual nos recuperamos dos desgastes diários, sejam estes emocionais ou físicos. Nesse espaço sagrado nos desconectamos das obrigações diárias e entramos em contato com o mundo imaginário da mente inconsciente e dos sonhos. No sono repomos parte significativa dos recursos energéticos necessários para a manutenção da saúde física e emocional. Similarmente, e ainda em sua função recuperadora, o quarto é o reduto do delírio, da imaginação e do prazer, no qual nos permitimos realizar nossas fantasias mais íntimas e inconfessáveis. Nessa intimidade, solitária ou a dois, reorganizamos a direção e o emprego das emoções e dos pensamentos que nutrimos. 

80b1277dab08d64672b3ba53a68dedea

Nossos pensamentos e emoções, portanto, emergem e se transformam nessa fronteira pessoal que é o quarto, repondo nossas energias e nutrindo o que entendemos como sendo nossa identidade. Nesse sentido o quarto ideal precisa oferecer condições para que o corpo e a mente se reabasteçam: descansando, relaxando, imaginando, pensando, sentindo, fruindo com prazer sensorial e sensação de privacidade.

 

Algumas das imagens utilizadas são de divulgação. Se você é autor de uma ou mais delas, e não foi devidamente citado, entre em contato conosco aqui.

Arrumar a cama ou não?

Eu sei, é domingo e você está aí na maior preguiça de arrumar a cama. Talvez esteja até deixando pra depois, e já tenha ouvido dizer que deixá-la bagunçada é saudável. Sim, é verdade que devemos deixar os lençóis de baixo respirarem por um certo tempo pela manhã, para que os ácaros não se alimentem da umidade da nossa transpiração noturna. Se possível, dê uma sacodida nos lençóis, para arejá-los. Também é recomendável trocar semanalmente toda a roupa de cama – e se fizer calor demais, você pode aumentar para duas vezes essa troca.

Por Carol

cama missoni.jpg

No entanto, sair de casa com a cama feita pode trazer efeitos muito mais positivos para a saúde (pelo menos a emocional). É o que concluiu uma pesquisa publicada pelo Hunch.com, em que 71% das pessoas que se consideravam felizes arrumavam suas camas pela manhã. Enquanto isso, 62% dos participantes não arrumavam suas camas e se afirmavam pessoas tristes. A conclusão do estudo é que indiretamente arrumar a cama faz parte de um dia feliz. No mínimo, vê-la organizada nos deixa prontos mentalmente para as tarefas do dia. Além de tudo, é um ciclo que se completa, o que faz muito bem ao cérebro. (E custa só dois minutinhos desse dia lindo, vai?)

Algumas das imagens utilizadas são de divulgação. Se você é autor de uma ou mais delas, e não foi devidamente citado, entre em contato conosco aqui.

As Paredes têm ouvidos…

Uma das coisas mais legais que se pode fazer em casa é ouvir música. Ouvir  música em casa é quase tão bom quanto no carro, mas só que melhor! Em casa podemos aumentar o volume, soltar a voz, e ainda temos o bônus de poder dançar de corpo inteiro, o que no carro fica bem difícil.  Acontece que há muitos outros benefícios no ato de ouvir música além de simplesmente poder cantar a plenos pulmões e sacolejar o esqueleto, o que nos faz sentir como se fossemos pop stars. Música promove saúde e ouvi-la em casa ajuda a tornar o ambiente doméstico mais relaxante e feliz. Duvida?

Por Angelita

dac2040

Ao ouvirmos uma música que nos pareça interessante estimulamos o núcleo accumbens. O núcleo accumbens é uma parte do cérebro responsável pela liberação de dopamina, um neurotransmissor envolvido com a sensação de bem-estar e com o processo cognitivo de gerar expectativas. Outra parte do cérebro que se ilumina quando ouvimos música é a amígdala, que está envolvida no processamento de emoções. Ah! E também o córtex pré-frontal, região associada à tomada de decisões. Essa rede de regiões cerebrais ligadas ao processamento musical foi fundamental para a evolução humana, pois elas contribuíram para o desenvolvimento da nossa capacidade de reconhecer padrões para prever o que é provável que aconteça no futuro. Ou seja, nossa capacidade de imaginar.

eclectic-living-room

Além de favorecer a imaginação, ouvir música diminui a ansiedade e os níveis de cortisol, e pode até influenciar positivamente no funcionamento do sistema imunológico. O poder da música de nos acalmar e de gerar emoções positivas ajuda a aliviar a dor e o impacto de sintomas depressivos, propiciando a regulação do humor. Assim, a música captura a nossa atenção, evocando memórias e melhorando o estado geral de ânimo. Com o acrescimo de que a música reduz as inibições e incentiva o movimento rítmico, favorecendo a motivação para o trabalho. Afinal, quem pode negar que a música certa torna a faxina doméstica bem mais fácil, prazerosa e produtiva?  Mas ouvir música em casa não serve só para tornar a faxina menos sofrida, ela é um recurso positivo para criar vínculos e aproximar as pessoas.

wall-art-above-bed

A música contribui para criar um “clima” favorável para todo tipo de expressão emocional, seja de cunho erótico, intelectual ou afetivo. Um casal ou uma família pode criar todo um universo próprio de referências a partir das músicas que ouvem cotidianamente. A existência de um repertório musical privativo gera uma maior sensação de familiaridade, nutrindo vivências comuns e gerando memórias que constituem a história afetiva das pessoas que se abrigam sob um mesmo teto. No convívio diário, construir um território afetivo e intelectual próprio – com códigos, lembranças, fantasias e modos de comunicação que só o casal ou a família compartilha – ajuda a fomentar a intimidade, a confiança e o interesse de uns pelos outros. E a música pode ser a fronteira que resguarda simbolicamente esse território afetivo da casa do mundo exterior.

Para saber mais sobre os benefícios de se ouvir música, conheça o trabalho desses pesquisadores clicando no nome de cada um deles: Valorie Salimpoor; Robert Zatorre; Thalia Wheatley; Adrian North e Daniel Levitin.

 

Algumas das imagens utilizadas são de divulgação. Se você é autor de uma ou mais delas, e não foi devidamente citado, entre em contato conosco aqui.

A ciência recomenda flores

Muita gente deixa de comprar flores para a casa porque elas não duram muito. Não faz muito sentido adquirir algo que vai morrer em poucos dias, mesmo. Mas a ciência encontrou uma razão consistente para você ir hoje mesmo à floricultura e encher a casa de flores. Na Universidade Rutgers de Nova Jérsei, nos Estados Unidos, um estudo concluiu que o impacto positivo em um lar é muito maior do que imaginávamos. A pesquisadora Jeannette Haviland-Jones, Ph.D. professora de psicologia, foi quem levantou os benefícios.

Por Carol

jardinaria.com.br.jpg

As flores têm efeito imediato na sensação de felicidade e de satisfação com a vida que levamos, ela concluiu. No estudo, os participantes entraram em estado extra de gratidão e prazer, uma reação que ocorreu em todas as faixas etárias e em todas as culturas. Outro benefício é que as flores ativam o bom humor – as pessoas se sentiram menos deprimidas, ansiosas e agitadas ao ter contato com elas. Não acaba aí. A presença de flores estimulou a conexão íntima em casa – o contato entre amigos e família levou a melhor!

anne strange.jpg

Bem, talvez isso explique o que a inglesa Anne Strange fez, ao longo de 26 anos: a casa flor, como chamam, foi planejada para ser uma espécie de arco-íris de flores, em North Yorkshire, no Reino Unido. Muito além de hobby, a casa foi um projeto de vida cultivado em parceria com o marido. Hoje, é atração turística onde vivem. “Recebemos cartões de pessoas que nem conhecemos. Elas passam e desejam coisas boas”, contou Anne ao jornal Daily Mail.

anne strange 2.jpg

Sim, o gasto é enorme, principalmente porque ela e o marido adquiriram um sistema de irrigação automático. Mas eles dizem que vale a pena viver assim – e ver a reação de quem passa por ali é sem dúvida um presente diário para eles.

Imagem 1: Bloglovin’

Imagem 2: Jardinaria.com.br

Imagens 3 e 4: Dailymail.co.uk

Algumas das imagens utilizadas são de divulgação. Se você é autor de uma ou mais delas, e não foi devidamente citado, entre em contato conosco aqui.

Endereço profissional

Passa-se, em média, um terço da vida adulta no local de trabalho. Ou seja, os lugares nos quais trabalhamos são como uma segunda casa, um espaço no qual estabelecemos vínculos afetivos, realizamos tarefas, nos alimentamos, fazemos planos e, para resumir, vivemos. Apesar disso, é comum que escritórios, clínicas, fábricas, estabelecimentos comerciais, repartições públicas, etc., ofereçam muito pouco do que nos parece necessário para nos sentirmos confortáveis e encantados com o ambiente. Não é de se estranhar, portanto, o resultado de uma pesquisa feita em 2014 pela Gallup. Nesse estudo conduzido em 142 países, com 180 milhões de trabalhadores das mais diversas áreas, constatou-se que 51% dos empregados não estão envolvidos com seus trabalhos, e 17,5% estão “ativamente desengajados”. A falta de envolvimento das pessoas com o trabalho pode indicar alto nível de insatisfação com a vida profissional. O que, por sua vez, pode acarretar prejuízos tanto para a saúde física quanto mental.

Por Angelita

1NicLehoux

Essa é uma das razões pelas quais o debate em torno do bem-estar tem ganhado espaço na comunidade empresarial. Um dos aspectos essenciais dessa discussão se dá em torno da influência que o ambiente de trabalho exerce sobre o comportamento dos trabalhadores. Por um lado, espaços de trabalho mal projetados aumentam o risco de asma, diabetes, índice de massa corporal pobre (IMC), estresse e fadiga geral. Por outro, locais de trabalho cuidadosamente concebidos permitem aos trabalhadores deixar o escritório sentindo-se melhor do que quando chegaram. Numerosas evidências científicas têm sugerido que trabalhadores saudáveis e mais felizes são mais produtivos, mais dispostos a colaborar com colegas e mais propensos a inovar. Assim, como pode uma empresa gerar condições para que a sua força de trabalho seja o mais saudável e feliz possível?

5JasperSanidad

Primeiramente é importante considerar a cultura da empresa e o perfil de seus colaboradores. O design da sede do Google ou da do Facebook pode adequar-se perfeitamente às necessidades e estilos de vida de profissionais da área de tecnologia, mas pode não satisfazer as expectativas de uma equipe de advogados ou de um grupo de operários em uma linha de produção. Em termos gerais, contudo, há alguns elementos chave que podem contribuir para que os espaços de trabalho sejam motivadores e promovam emoções positivas. Um deles é considerar a flexibilidade nos ambientes profissionais, oferecendo variedade de espaços que possibilitem movimento ao longo do dia: levantar-se, andar, sentar-se. Sem movimento não há liberação de endorfinas, neurotransmissores essenciais para as emoções positivas. Outro elemento chave para a criação de um ambiente de trabalho saudável é a presença da natureza. Um estudo realizado na Universidade de Washington demonstrou que o acesso visual e/ou estar dentro de áreas verdes ajuda a mente a se concentrar e alivia o estresse.

14-0001311

Por fim, criar um mix de espaços abertos e fechados respeita as diferenças entre pessoas introvertidas e extrovertidas, gerando a possibilidade para que os diferentes tipos de personalidade se sintam confortáveis no ambiente de trabalho. Além disso, há estudos neuropsicológicos que indicam que a criatividade, e até mesmo a colaboração, exige a possibilidade de se alternar distanciamento do grupo com conexão social, o que pode ser conseguido com o equilíbrio entre espaços abertos e coletivos e outros mais reservados e privados. Uma vez que o trabalho, e as relações que nele estabelecemos, é parcela tão significativa da vida adulta, então, que ele ocorra em um ambiente no qual nos sintamos como em uma segunda casa na qual podemos abrigar o corpo, a mente e o coração.

 

Imagem 1: Escritório da Perkins+Will’s, foto de Michael Elkan

Imagem 2: Campus da Nokia em Sunnyvale, foto de Nic Lehoux

Imagem 3: Sede do Facebook, foto de Jasper Sanidad

Imagem 4: Escritório para Introvertidos, da Steelcase Design

 

Algumas das imagens utilizadas são de divulgação. Se você é autor de uma ou mais delas, e não foi devidamente citado, entre em contato conosco aqui.

Uma casa de valor!

Nem todo mundo pode arcar com os custos de uma casa sem preocupações. A maioria de nós vive com orçamentos apertados e, quase sempre, precisamos pensar mais de uma vez para decidir se devemos ou não fazer um investimento no espaço em que vivemos. Apesar disso, é comum sonharmos com uma casa bem decorada, bonita e agradável. O problema é que tendemos a pensar que isso só é possível se dispormos de grandes quantias de dinheiro. Mas, quando decidimos investir em um projeto para o lugar que habitamos, até que ponto estamos investindo nossos recursos em algo cujo resultado será a casa dos nossos sonhos?

Por Angelita

zoom_1_lar_doce_lar_20102014135949

Quando colocamos nosso suado dinheirinho em um projeto para a casa em que vivemos, colocamos bem mais do que valores materiais. Colocamos também nossas expectativas de satisfação e de realização pessoal. Por isso, para que uma casa valha o investimento feito nela, ela tem de se adequar àquilo que realmente é importante para nós. Faça uma reflexão: o que é realmente importante para você viver no dia a dia. Pense! Você precisa mesmo de uma TV gigantesca na sua sala? E de outra nem tão gigantesca no quarto? Ou você só quer ter uma porque “todo mundo tem?” Será que o seu programa predileto fica tão melhor assim na tela imensa? Você acredita que morar em um apartamento com varanda é tudo o que você precisa? Você mora em um? Quantas vezes por semana você usa sua varanda? E aquela cozinha gourmet com eletrodomésticos de aço escovado que você tanto deseja. Deseja para quê, para cozinhar – já que você costuma e gosta de cozinhar frequentemente – ou para exibir para as visitas?

tr0024

Afinal, o que você usa de verdade do que você tem na sua casa? Ou o quanto você usaria mesmo o que você sonha em ter? Cada coisa que você adquire para a sua casa representa perdas ou ganhos no seu orçamento. Uma aquisição será um ganho se ela for útil para você, se você usufrui-la, se ela fizer diferença real na sua vida. Se uma aquisição não é utilizada, por mais barata que ela seja, ela é cara e representa uma perda. Avaliar gastos requer o entendimento de que os custos da ineficiência, da inutilidade e da acumulação desnecessária são muito altos porque eles geram estresse, descontentamento e minam as possibilidades de satisfação com a vida cotidiana, além de onerar o bolso.

225970e66ebb4b8c98b9256672318cec

A casa dos sonhos precisa, antes de tudo, ser a casa na qual você gosta de estar. Para gostar da sua casa você tem que usá-la, tem que vivenciá-la. Se você investe na sua casa, mas não usufrui totalmente do que ela oferece é porque você está investindo errado. Está fazendo escolhas que não te representam e nem ao seu estilo de vida. Se você está fazendo isso, então, seu orçamento vai ser sempre apertado, objetiva e subjetivamente. Objetivamente porque você gasta com o que não precisa, e subjetivamente porque seus investimentos não geram satisfação, não têm significado real para você. Mais uma vez reflita: Qual é a casa que cabe no seu dia a dia? Pode apostar, é muito provável que essa seja a casa que cabe no seu orçamento.

 

Algumas das imagens utilizadas são de divulgação. Se você é autor de uma ou mais delas, e não foi devidamente citado, entre em contato conosco aqui.