O luxo da simplicidade

Por Carol 

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Carlos Ferreirinha é uma figura conhecida no país – é só falar de luxo que seu nome aparece. Pra entender o porquê disso em uma frase, lá vai: foi ele quem fez a marca Louis Vuitton decolar no Brasil, nos anos 1990. Tinha uma posição importante na grife, aprendeu a essência deste nicho de mercado e preferiu ficar com a consistência das coisas que viu, em muitos anos de carreira. “Luxo é a inacessibilidade”, já disse uma vez. Mas não se referia exatamente à exclusão, ao preço exorbitante vazio de significado, e sim a valores que exigem atenção e coerência. Ostentar está longe desse sentido. E ele sabe muito bem, afinal, não veio de cima: carrega trabalhos de office-boy e recepcionista de um hotel no começo do currículo, quando morava no Rio de Janeiro. Hoje, São Paulo é sua base, onde ele dá consultoria a grifes de luxo e empreende com sua marca de marmitas de luxo Bento Store. Em um minuto, você leu sobre o Carlos que todo mundo conhece. Mas quando entramos em sua casa, vemos o Carlos que descobriu seus luxos e suas verdades, e que resolveu vivê-las com intensidade e simplicidade.

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O pedido inicial à imobiliária continha esses desejos: uma casa escondida e ao mesmo tempo surpreendente. “Queria algo como um segredo bem guardado”, ele conta. “Um espaço para receber pessoas e encantá-las, com verde e aconchego”. Ao encontrar esta casa de vila, os olhos brilharam. A arquiteta Leticia Nobell ajudou a atualizar o imóvel, que foi construído em 1928.

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Dentro da casa, nada de ostentação. Carlos só coloca ali o que lhe faz sentido, uma coleção querida ou objetos divertidos, como a luminária que imita um poste em miniatura. Essa é a casa de um homem solteiro que gosta de receber amigos, mas também gosta da própria companhia para ver o céu estrelado. Alegre, positivo, reservado – nessa ordem – é o que ele vê no espelho, e também o que sua casa reflete.

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O deque de onde se vê o céu.

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Lareira para aquecer dias frios.

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Uma das coleções tratadas como tesouros.

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O home office.

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Mesa grande para receber os amigos.

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Ao lado, o home theater.

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Os sentidos da casa, por Carlos Ferreirinha

Para degustar… “A Dina, que trabalha comigo há 19 anos, é a responsável pelos cheiros, como o incrível aroma do arroz, feijão e bife. Viajo muito e quando estou em casa sou inebriado por esses cheiros, preciso disso. Também gosto do cheiro tradicional de limpeza e de velas perfumadas.”

Para ver… “Minha coleção de personagens, que começou há 20 anos. Piro com essa coleção.”

Para ouvir… “Ouço música bem alto, na casa toda. Sempre tem um DVD de show tocando. Atualmente, as músicas Amazing Day e Adventure of a Lifetime, do Coldplay, estão no repeat.”

Para o toque… “A textura da minha cama gigante, feita por encomenda. Esse é meu templo maior.” (risos)

Para ser feliz… “Ouço pássaros. Tem verde. Tem meu refúgio, na parte de baixo, onde me escondo, relaxo e recebo amigos. Coloco um DVD, bebo alguma coisa, me deito, abro o teto portátil e passo a ter um pé-direito infinito, o céu”

2 comentários Adicione o seu

  1. Ana de Angelo disse:

    Gosto do que vejo aqui. Parabéns….

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    1. Obrigada, Ana! Volte mais vezes! Beijos

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