Liberdade nas alturas

Abrir os braços, dançar, fazer ioga e ter liberdade exigem espaço amplo… elemento raro, que rima com caro, na vida moderna! E nós acreditamos que esses fatores influenciam diretamente na “equação da felicidade” de uma casa. Na cidade grande é difícil ter as varandas, o quintal ou as janelas grandes que as moradas das nossas avós tinham. Quando vemos alguém driblar esses desafios e dar a sensação de casa a um apê de 70 m² nas alturas, vibramos! É o caso deste apartamento, no bairro Anália Franco, zona norte de São Paulo.

Por Carol

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As paredes podem limitar a rotina, se mal utilizadas: escurecem ambientes, roubam centímetros, separam pessoas. É por isso que os ambientes integrados já davam uma ajuda ao projeto que o arquiteto Rafael Leão, do Studio 3.7, criou para um casal jovem que ama praticar ioga. O apê foi entregue sem divisões pela construtora, o que daria liberdade (!) a eles para configurá-lo como quisessem.

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Rafael pensou em um living central, com sala de TV e um espaço próximo dali para a ioga, claro. O quarto da dupla fica aos fundos, aberto a tudo isso, afinal, eles moram sozinhos. A sala de jantar está próxima à cozinha, também aberta. E uma separação importante é um volume de concreto que abriga os dois banheiros – o de casal tem à frente o closet, um armário generoso que guarda todas as peças deles.

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Acima, o espaço de ioga.

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O jardim vertical (americano) não é automatizado, mas possui drenagem ligada à tubulação, o que ajuda muito. Em frente a ele, há uma parede de concreto aparente de clima industrial, que se equilibra pelas cores básicas, pelo verde e pelos tijolinhos que surgem. Essas adições – o colorido, a natureza, o revestimento aconchegante – trazem memórias afetivas, leveza, lembram diversão.

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“Com os acabamentos fixos mais sóbrios, os pontos coloridos nos itens decorativos se destacam mais. Usamos cores primárias em peças que mereciam destaque, como o sofá, as almofadas e a cadeira de balanço”, aponta Rafael. Escolhemos cores primárias junto de alguns toques cinzas.

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Para ele, o que faz uma casa feliz é ter escolhas com as quais o moradores se identifique muito. “Lembranças de viagens, retratos da família, o canto para praticar ioga, a frase de neon na parede… tudo isso dá alma à casa”, resume.

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Além disso, há a tal dedicação e envolvimento de quem habita, que fazem toda a diferença: “Ficamos juntos de madrugada plantando o painel verde  e comemorando a finalização do projeto”, ele ri. Essa história pode parecer simples ao ser resumida em uma frase, mas certamente é algo a mais para abrirem a porta de casa, ao fim do dia estressante lá fora, e pensarem que este é o lugar mais revigorante da vida!

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Fotos cedidas pelo Studio 3.7