Kintsugi: você sabe o que é?

Um dia desses um bowl se quebrou no meio aqui em casa: em duas metades exatamente. Era uma porcelana que tinha uma estampa linda, que me recusei a jogar fora, como seria uma escolha natural nesses tempos. Eu me propus a consertar e dar outro uso.

Por Carol

Kintsugi

Para minha surpresa, depois de colar com um simples superbonder, toda a família voltou a usá-la. Venho pensando desde então: que mania é essa que temos de jogar fora as coisas e comprar novas? Por que apenas descartar, como se as coisas não tivessem sentimentos? Não estou incentivando o apego material, mas sim um respeito aos objetos. Alguns itens guardam nossa história de família e são testemunhas importantes de nossa evolução. Imagine jogar fora cerâmicas como as feitas por Heloísa Galvão, que de repente marcaram uma época bonita da sua vida?

Heloísa Galvão

E então, pesquisando, me deparei com um lindo conceito japonês que se chama Kintsugi, uma técnica de consertar cerâmicas e abraçar suas imperfeições, aperfeiçoando-as. É um desafio interessante e curioso. Com as cicatrizes expostas, unidas por ouro, as louças ganham novo sentido. A filosofia de que nada na vida é perfeito, de que tudo pode ter conserto – e às vezes, contrariando o clichê, a emenda fica melhor. Acreditamos por aqui que quando um objeto materializa valores ou nos faz contar uma história em casa, ele se torna ainda mais especial. E nós, mais humanos. Já pensou nisso?

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