A casa mais cara do mundo

Com 27 andares, custo estimado entre 1 a 2 bilhões de dólares, 40 mil metros quadrados, Antilia é a casa mais cara do mundo. Foi construída em Mumbai, na India, pelo bilionário Mukesh Ambani, que se mudou para lá com a mãe, a mulher e os três filhos há cerca de cinco anos. Tanto espaço e tão poucos moradores, não? Isso traz de volta o paradoxo que anda me assolando nesta semana: qual o tamanho ideal para uma moradia?

Por Carol

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Vamos entender a casa Antilia primeiro, pra poder falar. Dois andares são reservados só para os serviços de governança do edifício (que é quase uma cidade e precisa de uma boa organização, convenhamos). Um terceiro andar é para controle do tráfego aéreo dos helicópteros.

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Quatro andares acomodam o clã, a mãe de Ambani, a mulher do empresário e os três filhos adolescentes. Há até quartos de emergência, caso aconteça alguma ameaça à família (algo que consiga ultrapassar o amplo esquema de segurança da casa).

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Os hóspedes podem ficar em dois dos andares, onde cada ambiente tem decoração única, com personalidades distintas – alguns são até exóticos. Cada membro da família possui uma academia de ginástica, com salas de ginástica e ioga. Há até uma sauna de gelo, já que a cidade é bem quente. O spa inclui piscina aberta, com projeto paisagístico invejável – sim, a grama deles é mais verde. Jardins verticais hidropônicos ajudam a preservar a temperatura interna do prédio. Lá de cima avista-se o home theater. Eles amam ver filmes e reproduziram um cinema para que toda a família assistisse aos lançamentos de forma segura.

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Foi uma construção cercada de polêmicas, principalmente porque o bilionário destituiu um orfanato para erguer sua mansão… E Ambani fez espaços nos quais talvez ele nunca tenha passado mais que dez minutos, já que vive em viagens. O que nos faz pensar: será que os moradores conseguem usar pelo menos metade da estrutura em que vivem? Ou pelo menos vivenciam um terço da casa que é símbolo mundial de “morar bem”? Há três aspectos, pelo menos, que são essenciais em uma casa, e é difícil ver nesta. O primeiro: sentir-se dono dela e saber de tudo o que está acontecendo, ou seja, saber que você tem poderes sobre seu próprio espaço; depois, sentir-se acolhido e seguro ali (o que talvez seja impossível neste lugar, já que há empregados dos quais nem se sabe o nome) e, por fim, ter privacidade. Sem esses elementos, podemos viver na casa mais cara do mundo e não ver sentido algum em habitá-la.

Fotos: AFP

Algumas das imagens utilizadas são de divulgação. Se você é autor de uma ou mais delas, e não foi devidamente citado, entre em contato conosco aqui.

2 comentários Adicione o seu

  1. Olha que interessante, por fora a fachada do edifício tem características tanto contemporâneas como brutalizas, porem dentro reflete bastante a cultura material dos milionários do oriente que se baseiam no design ocidental para compor seus interiores!!!!

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  2. Sim! Parece que houve um conflito entre a concepção do arquiteto e o gosto dos habitantes. Um projeto arquitetônico em estilo neoclássico estaria mais em acordo com a decoração interior… Mas talvez os desejos se sobrepuseram. Quem sabe? Ou talvez seja essa mesma a proposta.

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