As Paredes têm ouvidos…

Uma das coisas mais legais que se pode fazer em casa é ouvir música. Ouvir  música em casa é quase tão bom quanto no carro, mas só que melhor! Em casa podemos aumentar o volume, soltar a voz, e ainda temos o bônus de poder dançar de corpo inteiro, o que no carro fica bem difícil.  Acontece que há muitos outros benefícios no ato de ouvir música além de simplesmente poder cantar a plenos pulmões e sacolejar o esqueleto, o que nos faz sentir como se fossemos pop stars. Música promove saúde e ouvi-la em casa ajuda a tornar o ambiente doméstico mais relaxante e feliz. Duvida?

Por Angelita

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Ao ouvirmos uma música que nos pareça interessante estimulamos o núcleo accumbens. O núcleo accumbens é uma parte do cérebro responsável pela liberação de dopamina, um neurotransmissor envolvido com a sensação de bem-estar e com o processo cognitivo de gerar expectativas. Outra parte do cérebro que se ilumina quando ouvimos música é a amígdala, que está envolvida no processamento de emoções. Ah! E também o córtex pré-frontal, região associada à tomada de decisões. Essa rede de regiões cerebrais ligadas ao processamento musical foi fundamental para a evolução humana, pois elas contribuíram para o desenvolvimento da nossa capacidade de reconhecer padrões para prever o que é provável que aconteça no futuro. Ou seja, nossa capacidade de imaginar.

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Além de favorecer a imaginação, ouvir música diminui a ansiedade e os níveis de cortisol, e pode até influenciar positivamente no funcionamento do sistema imunológico. O poder da música de nos acalmar e de gerar emoções positivas ajuda a aliviar a dor e o impacto de sintomas depressivos, propiciando a regulação do humor. Assim, a música captura a nossa atenção, evocando memórias e melhorando o estado geral de ânimo. Com o acrescimo de que a música reduz as inibições e incentiva o movimento rítmico, favorecendo a motivação para o trabalho. Afinal, quem pode negar que a música certa torna a faxina doméstica bem mais fácil, prazerosa e produtiva?  Mas ouvir música em casa não serve só para tornar a faxina menos sofrida, ela é um recurso positivo para criar vínculos e aproximar as pessoas.

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A música contribui para criar um “clima” favorável para todo tipo de expressão emocional, seja de cunho erótico, intelectual ou afetivo. Um casal ou uma família pode criar todo um universo próprio de referências a partir das músicas que ouvem cotidianamente. A existência de um repertório musical privativo gera uma maior sensação de familiaridade, nutrindo vivências comuns e gerando memórias que constituem a história afetiva das pessoas que se abrigam sob um mesmo teto. No convívio diário, construir um território afetivo e intelectual próprio – com códigos, lembranças, fantasias e modos de comunicação que só o casal ou a família compartilha – ajuda a fomentar a intimidade, a confiança e o interesse de uns pelos outros. E a música pode ser a fronteira que resguarda simbolicamente esse território afetivo da casa do mundo exterior.

Para saber mais sobre os benefícios de se ouvir música, conheça o trabalho desses pesquisadores clicando no nome de cada um deles: Valorie Salimpoor; Robert Zatorre; Thalia Wheatley; Adrian North e Daniel Levitin.

 

Algumas das imagens utilizadas são de divulgação. Se você é autor de uma ou mais delas, e não foi devidamente citado, entre em contato conosco aqui.

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